Quero compartilhar com vocês algo de bom que descobri recentemente. Descobri o quanto ouvir outras pessoas faz bem.
Logo eu, que tenho a sensação da órbita girando em torno dos meus gostos, das minhas amarguras, das minhas desilusões, abandonei esse conceito ao fechar a boca, abrir os ouvidos e o coração olhando nos olhos das pessoas que converso. Nem sempre estou entrevistando, mas é certo que alguma coisa estou aprendendo. Ouvir com atenção e guardando o que o outro diz é ainda um exercício. Indispensável para jornalistas e recomendável pra quem quer se tornar um ser humano melhor.
Eu tenho mania de achar que as minhas histórias são interessantes. Que todo mundo quer saber o que aprendi na última aula da faculdade, ou o que eu achei da última atualização do Android, e desando a falar deixando as pessoas entediadas. Sem colocar nos ombros as queixas de quem te conta, sem um compromisso de precisar ajudar. Apenas ouvir as histórias. Deixar que cada relato teça o grande manto da compreensão de mundo, sem preconceito com a boca torta ou as rugas nos cantos dos olhos de quem conta. Ouvir histórias, conhecer mundos próprios que passam as fronteiras dos próprios horizontes, é uma das coisas mais legais e que mais nos fazem crescer. Mais cedo ou mais tarde, ainda quero postar umas conversas que tenho em ônibus, terminais rodoviários, filas de banco e outros lugares em que aproveito para conhecer outros mundos.
Já dizia um velho amigo advogado: Deus foi um sábio ao nos criar com dois ouvidos e apenas uma boca.

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