Já dizia Sócrates: conhece-te a ti mesmo.
Conhecer-se é um exercício da vida inteira. Cada vez que eu me olho no espelho, nunca vejo a mesma pessoa duas vezes.
Não sei se quem me lê vai conseguir traçar uma lógica, mas vou contar. Participei de umas rodas de poesia em que precisávamos dizer o que éramos. Gostava de responder:
- Sou um eco num beco vazio.
Agora não me vejo mais assim. Acho que sou uma nuvem. Nuvens decidem quando o sol aparece, embora sozinhas não possam barrar seus raios. Para isso é preciso toda uma situação. E quando existe motivo, a nuvem chove e troveja. Aos olhos de quem passa, as nuvens são diferentes animais, cenas, abstrações... Varia de pessoa para pessoa, cada uma enxerga aquilo que sua realidade permite. E no fim, aquele formato continua sendo uma nuvem, independente do olhar para ela lançado.
https://www.youtube.com/watch?v=ZNy1w48nNl
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